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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Love Wolf - 8° Capítulo

8° O que você quer ser? 

Dois dias depois, Akira, Yuki e o resto da turma estavam em um ônibus alugado, a caminho de uma hidroelétrica para uma excursão. No local, a turma estava em duas fileiras caminhando juntamente. Antes de entrar, Yuki olha para as barragens e não gosta nada Masamune estava ao seu lado e percebe a insegurança do garoto. 
-Pensei que fosse os gatos que não gostavam de água... – Akira diz sarcástico. 
-Me sinto ofendido agora....Yuki fala desfarçando. 
-Foi a intensão.... – começa a rir. 
-Masameune! Que cruel! – Yuki diz totalmente magoado. 
-Hahah... Não pense que não estou mais zangado. 
-Não entendo – fica sério – por que estaria. 
-Você sabe muito bem. 
O grupo inteiro entra no estabelecimento. 
-‘Sei muito bem... – Yuki pensa – desculpe Masamune.... me pergunto o que faria se soubesse da verdade...?’ 
Em uma pequena parada, para uma breve explicação do professor, Yuki se assusta de repente, sai do seu lugar em direção do professor e diz baixo no ouvido dele. 
-Professor, leve os alunos para um lugar seguro..... A represa está rompendo.... Confie em mim, você também acha estranho não?’ 
-Vamos apertar os passos – o professor fala mantendo a calma – temos que ver de fora! 
Apressado, Yuki acelera para chegar no final da fila e percebe que Masamune não estava lá. Ao dobrar no corredor por onde ele havia vindo, vê Akira sentado no chão. Uma das pernas estava friccionada enquanto a outra estava presa em um buraco no chão. 
-Yo! – Akira diz calmo. 
-Como você conseguiu isso?!?Yuki fala desesperadoNatsu-onii-san!’ 
-Me separei do grupo para olhar de perto as instalações, e quando menos esperava, cai.... Acho que esse buraco foi feito com algo pesado e tentaram tapar com gesso... Só que o gesso está mole, eles deveriam ter cuidado com isso e colocado pelo menos uma sinalização. 
-Masamune... – tenta retirar a perna do garoto do buraco – estamos sem tempo. 
-Mas, acabamos de chegar... 
-A represa – se assusta – rompeu. 
-Hã?! – se assusta – não brinque assim... Se for por antes eu.. – é interrompido. 
-Não tenha dúvidas – puxa mais forte a perna dele – sou um lobo! Esqueceu?  
Akira começa a tremer e fica pálido. 
-Yuki.... eu..... não sinto minha perna. 
-Oh, que ótimo! Mas uma boa notícia? – puxa novamente. 
-Eu não sei nadar. 
Yuki olha para Masamune surpreso. Olha para trás e percebe as luzes piscarem. Retornando o seu olhar para Akira, percebe que o garoto estava apavorado. Olha nos olhos dele e diz. 
-Preciso que confie em mim! 
-Não quando se trata disso.... nadar... lobos sabem nadar.... eu não. 
Ignorando, Yuki pula e se agarra em alguns canos no teto. Passando suas pernas ao redor de Akira, que estava meio erguido, fala. 
-Confie em mim, eu juro que não vou te soltar! – Masamune e Yuki trocam olhares – prenda sua respiração no 3. 
-Yuki.... 
-1... 2... 
-YUKI! 
-3! 
Akira prende sua respiração e tampa seu nariz. A água da represa passa por ele tão violentamente que Yuki tem um pouco de dificuldade de segurar a si e a Masamune. Porém, com a força da água, a perna de Akira sai do buraco. Ao sentir o garoto mais leve, Katsuragi levanta suas pernas e trás Akira até ele. O garoto respira desesperado. Tosse um pouco. 
-Masamune... Se acalme, está tudo bem! Eu preciso que você se agarre em mim! 
Parecia que Akira não ouvia. Estava em pânico. Yuki estava um pouco cansada e a água estava muito gelada, ele fazia de tudo para não perder a consciência. Ao ajeitar Akira em suas pernas, Katsuragi se segura apenas com uma mão, com a outra puxa Masamune e o beija selvagemente. Masamune se acalma um pouco e olha nos olhos de Yuki. 
-Eu te imploro, confie em mim! Eu não vou te soltar, não vou deixar você morrer, JAMAIS! 
Masamune se acalma mais um pouco e se agarra em Yuki vermelho. 
-Me tira daqui... – sem forças. 
Yuki segura Akira, tentando não desmaiar, fica quieto e quando percebe que a água fica menos violenta, o garoto solta os canos e nada com dificuldade até uma porta, abre e entra na sala. Aparentemente, só havia uma bomba que estava submersa e um armário.  
Katsuragi senta Masamune no armário e fica na frente dele se segurando na perna do garoto. 
-O que faremos? – Akira pergunta com medo. 
-Estou.... Pensando... – Yuki responde – sente sua perna? 
-Não... Continua dormente.... – olha ao redor – a água... Está subindo... .... – se cala com um soluço nervoso. 
-Calma... – percebe uma janela – Masamune.... – desce sua mão e aperta a perna do garoto – está sentindo minha mão? 
-Nã-não!! 
Yuki analisa a perna de Akira e percebe que fora apenas uma leve torção. Rapidamente, retira o cinto da calça e coloca na perna do garoto. 
-Se estiver fazendo algo pervertido eu te mato! 
-Pelo jeito em que está falando, vejo que já não está com medo. 
-Vou te matar! 
-Me “mate” de beijos depois... – olha para a janela e pensa – tem medo de altura? 
-Não.... Sei... 
Depois de quebrar a janela, Yuki coloca Masamune em suas costas. 
-Segure firme e não se movimente – amarra as pernas do garoto na sua cintura com cadaço. 
Com dificuldade, Katsuragi sai do quarto escalando, abaixo havia um vão. Com cuidado o garoto consegue chegar até a laje do prédio. Yuki deixa Masamune sentado, faz um som quase ináldível e cai. Masamune o ampara. 
-‘Onii-san....Yuki pensa e desmaia. 
-Yu-Yuki!!A água.....tremendo – Yuki.... – coloca a cabeça do garoto em seu colo. 
De repente, três lobos saltam para a laje do prédio, dois marrons e um preto. 
-Na-Natsu-san! – diz olhando para um deles. 
Na antiga casa de Yuki, Masamune estava tendo o seu pé enfaixado por Natsu, enquanto Katsuragi dormia. 
-Que perigo....Natsu diz e suspira. 
-Como isso pode acontecer? – Akira pergunta. 
-Não sei, mas, procurarei saber.... As roupas estão confortáveis? 
Akira se dá uma boa olhada e percebe que nas roupas que vestia davam dois dele. Uma camisa de tecido cinza e uma calça de algodão beje. 
-Estão confortáveis. – ri. 
-Eram de Yuki...  
-Olhando de fora, não parece que somos tão diferentes fisicamente. 
-Você é normal. Ele é exagerado.... – termina – prontinho, nada de forçar o pé. 
-Sim senhor. 
Ao acordar, Yuki olha para o lado e vê Masamune quieto com a perna enfaixada. 
-Masamune – se senta – está ferido? 
-Não, graças a você... Obrigado. 
-Não ficou assustado com o meu irmão? 
-Não....Falando nisso... Como eu sabia que era ele? 
-Yuki, depois me conte o que sabe. – Natsu diz. 
-Certo, Onii-san... E valeu por essa. 
Um homem beirando seus 49 anos (talvez), cabelos loiros e olhos castanhos, entra no quarto, dá um cascudo em Yuki e olha por alguns segundos para Akira. O homem fica sério e diz. 
-Como vai.... Colombiano? 
-Quem? – Natsu pergunta. 
-O garoto.  
-Velho.... Você bebeu? – Yuki pergunta sarcástico. 
O homem da mais um cascudo em Yuki dizendo. 
-Vocês são cegos?! Cheiraram café ou algo do tipo? Natsu, o cheiro dele é mais doce do que o de sua mãe! 
-Ah....Natsu entende – faz sentido agora, mas, eles não foram extintos? 
-Você é burro ou não é meu filho? 
-Talvez a segunda coisa.... 
-Oras seu... 
Masamune levanta a mão e diz. 
.... Não estou entendendo..... 
-‘Nii-sanYuki pensa e Natsu olha para ele – explico depois’ 
-‘Você quer explicar o que depois?’ – Natsu pensa. 
-Mas que péssima educação.... – o homem diz – me chamo Katsuragi Irude. Me chame de Iru. – sorri. 
-É loucura o senhor pensar nele como colombiano – Natsu diz – eles são história pra boi dormir. 
-Por quê? – Akira pergunta. 
-Ah... – Irude senta m uma cadeira e fala – por onde começo? Denominamos “Colombianos” a primeira raça que existiu... Eles dominaram tudo e todos, eram maus.... A muitos milênios atrás, quase todos... Pode ser que um ou dois tenham escapado.... Eles era fortes Natsu. 
-Mas.... Isso.... – Akira diz. 
-Antes que diga algo “democrático”.... Masa-chan, um grupo de 6 pessoas ou um povo? Sem contar com os seres Humanos, é claro. 
-O.... – fica triste – povo. 
-Natsu-onii-san, vamos voltar pra casa amanhã temos aula. 
-Ok...  – suspirando Natsu fala. 
-Seu velho ainda sou eu rapaz! 
-Hum......Natsu e Yuki o fitam – até parece. 
-Seus....! – dá um cascudo em cada um – Yuki, carregue o garoto, se ele fizer esforço hoje, amanhã não andará. 
Voltando para casa, Yuki carrega Masamune, para que ele não force o pé, nas costas. Masamune diz. 
-Vovó teria um infarto.... 
-Sobre seu pé? 
-Sim.... Seu pai trabalha com o que? 
-Meu pai é médico. Natsu-onii-san também. 
-Hum.... E você? Será médico como eles? 
-Pra você, tenho pinta de médico? 
-Um médico galanteador, que dá em cima de todas as enfermeiras.... Talvez. – ri. 
-Acha que faria isso, mesmo que meu coração seja todo seu? 
Akira cora, segura um pouco mais firme nos ombros de Katsuragi e murmura. 
-Não sei do que está falando... 
-‘Daria tudo para ver sua expressão agora’ Acho que eu serei “dono de casa”.          
-Isso quem tem que ser é a sua mulher. 
-Não planejo ter uma... E você? 
-Quero ser administrador... Para ajudar a vovó. 
-Posso cuidar da casa enquanto não está... Lavar, passar, cozinhar.. 
-Não vai ser formar? Daria um ótimo professor. 
-Professor? Que tal atendente? 
-Tem que ser formar pra ser atendente? 
-Acho que não. 
-Mas, o que você realmente quer ser? 
-Quero morar com o Masamune, cuidar dele, da casa.... Só fazendo isso, eu seria muito feliz. 
-Ah... - se cala.

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